Nexo causal no auxílio-acidente: como provar a ligação entre acidente e sequela no INSS

Nexo causal no auxílio-acidente: como provar a ligação entre acidente e sequela no INSS

Você sabe o que é nexo causal para pedir o auxílio-acidente

Essa é a peça mais importante do quebra-cabeça para ganhar seu benefício. 

Além disso, nexo causal significa provar que o acidente foi a causa direta da sequela que você tem. 

Contudo, essa comprovação é frequentemente um desafio maior nos processos.

Sumário

O que é nexo causal?

O nexo causal é a ligação direta entre acidente e sequela

Além disso, significa que a lesão que você tem foi provocada pelo acidente que sofreu. 

Contudo, não é simples como parece porque às vezes há dúvida sobre relação.

Na prática, o nexo causal responde pergunta: 

“Essa sequela foi causada por esse acidente, ou seria desenvolvida de qualquer forma?”

Nexo causal no auxílio-acidente

Por que é importante

Você pode ter um acidente e uma sequela, mas se não conseguir comprovar que uma causou a outra, INSS nega o auxílio-acidente. Além disso, é a razão mais comum de indeferimento. 

Por isso, focar em nexo causal é estratégia vencedora.

Na prática, muitos casos são indeferidos não porque a sequela não existe, mas porque não se comprova adequadamente o nexo causal.

O artigo 86 da Lei 8.213/91 exige que acidente cause redução permanente da capacidade. 

Além disso, implicitamente exige nexo causal: deve ser esse acidente que causa essa sequela. 

Portanto, comprovação é requisito legal.

Na prática, INSS e tribunais cobram nexo causal bem documentado.

Tipos de nexo causal

Não existe apenas um tipo de nexo causal. 

Além disso, há várias formas de comprovar dependendo das circunstâncias:

Nexo causal técnico

É o nexo mais claro e direto

Além disso, há relação científica estabelecida entre acidente e sequela.

Por exemplo:

  • Fratura óssea: Queda causa fratura de fêmur que deixa sequela de limitação de movimento
  • Queimadura: Contato com fogo causa queimadura que deixa cicatrizes limitativas
  • Lesão traumática: Choque causa traumatismo cranioencefálico com sequelas neurológicas

Contudo, mesmo nesses casos óbvios, é preciso documentar. 

Na prática, laudo médico comprovando causa-efeito é essencial.

Nexo causal presumido (ou acidentário)

Quando o INSS reconhece automaticamente nexo causal em certas situações. 

Além disso, há presunção legal em:

  • Acidentes de trabalho com CAT: Se registrou acidente de trabalho, presume-se nexo com trabalho
  • Doenças listadas em tabela de doenças ocupacionais: LER, perda auditiva, são presumidas como ocupacionais

Contudo, você ainda pode contestar essa presunção. 

Por isso, é presunção relativa, não absoluta.

Na prática, acidente com CAT torna o nexo causal muito mais fácil.

Nexo causal por exclusão

Quando você prova que nenhuma outra causa explica a sequela senão o acidente. 

Além disso, é estratégia quando há dúvida sobre causalidade. Por exemplo:

  • Você sofre acidente que causa dor, depois acaba descobrindo condição pré-existente. Contudo, prova que dor começou após acidente, então foi acidente que as piorou.
  • Você tem pequena limitação anterior, acidente piora significativamente. Portanto, acidente é causa da piora.

Na prática, é nexo causal mais fraco, mas válido se bem comprovado.

Nexo causal concausa

Quando há múltiplas causas contribuindo para sequela. Além disso, acidente é uma delas, mas não a única. Por exemplo:

  • Você sofre acidente que causa fratura, mas tem osteoporose que piorou. Contudo, acidente foi concausa importante.
  • Você sofre choque elétrico que causa tremores, mas já tinha predisposição neurológica. Além disso, acidente agravou significativamente.

Contudo, jurisprudência reconhece concausa: se acidente foi uma das causas, há nexo causal suficiente.

Na prática, mesmo com múltiplas causas, você tem direito se acidente foi concausa importante.

Como provar nexo causal: documentação

Laudo médico detalhado é a peça mais importante para provar o nexo causal. Além disso, deve conter:

  1. Descrição clara do acidente: Data, local, como ocorreu
  2. Lesão provocada: O que foi danificado no corpo (fratura, queimadura, lesão cerebral, etc.)
  3. Relação causa-efeito: Por que esse acidente provoca essa lesão específica
  4. Sequela permanente: O que ficou como consequência duradoura
  5. Limitações funcionais: Como a sequela afeta capacidade de trabalho

Além disso, o laudo genérico (“tem fratura”) é insuficiente. Portanto, exija laudo que explique claramente o nexo causal.

Na prática, a qualidade do laudo determina sucesso ou fracasso.

Exames que comprovam nexo causal:

  1. Radiografia/Tomografia: Mostra fratura ou lesão estrutural causada por acidente
  2. Ressonância magnética: Mostra lesão em tecidos moles
  3. Eletroneuromiografia: Mostra lesão em nervos periféricos
  4. Teste funcional: Avalia capacidade de movimento ou força
  5. Teste psicológico: Se acidente causou trauma psicológico (TEPT, ansiedade)

Além disso, quanto mais exame, mais forte a prova. Contudo, não precisa de todos, apenas dos relevantes.

Na prática, exame que mostra lesão é muito mais convincente que apenas relato.

Documentação do acidente

Você precisa comprovar que acidente realmente ocorreu:

  1. Boletim de Ocorrência: Se registrou na polícia (acidente de trânsito, agressão, etc.)
  2. Relatório de atendimento hospitalar: Documenta que foi atendido após acidente
  3. Fotografias: Do local, da lesão, do objeto/máquina envolvida
  4. Testemunhas: Pessoas que presenciaram acidente
  5. Vídeo de câmera de segurança: Se há registro em câmera

Além disso, sem comprovação do acidente, nexo causal é impossível. Por isso, documente acidente meticulosamente.

Na prática, especialmente para acidente de trabalho, CAT é prova fundamental.

Acidente de trabalho

Para acidente de trabalho, nexo causal é facilitado se:

  1. CAT foi registrada: Presunção legal de acidente de trabalho
  2. Acidente ocorreu durante trabalho: Presumido como laboral
  3. Acidente está em NTEP (tabela de doenças ocupacionais): Presumido como ocupacional

Além disso, com CAT e documentação médica, nexo causal é relativamente simples.

Na prática, acidente de trabalho é categoria com nexo causal mais fácil.

Acidente de trânsito

Para acidente de trânsito, nexo causal requer:

  1. Boletim de Ocorrência: Comprovação de acidente
  2. Laudo médico: Explicando que sequela foi provocada pelo impacto
  3. Exames complementares: Mostrando lesão
  4. Testemunhas: Se disponível

Além disso, acidente de trânsito é bem documentado (BO, hospital), então o nexo causal é viável.

Na prática, acidente de trânsito é segunda categoria com nexo causal bem estabelecido.

Acidente doméstico

Para acidente doméstico, nexo causal é mais difícil porque:

  1. Pode não haver registro formal: Sem BO ou documentação oficial
  2. Falta testemunhas: Pode ter ocorrido apenas com vítima
  3. Prova médica é mais importante: Porque prova do acidente é menor

Além disso, você precisa de laudo médico muito bem feito explicando a relação.

Na prática, um acidente doméstico exige documentação médica excelente.

Acidente desportivo ou recreativo

Similar ao acidente doméstico:

  1. Pode não haver registro formal
  2. Testemunhas podem ajudar: Colegas no esporte/recreação
  3. Laudo médico detalhado necessário: Explicando como atividade provocou lesão

Além disso, é a categoria onde o nexo causal é mais contestado.

Na prática, se sofre acidente desportivo, obtenha um laudo excelente.

Doença ocupacional (sem acidente único)

Às vezes não há acidente específico, mas doença causada por trabalho contínuo:

  1. LER: Lesão por esforço repetitivo no trabalho
  2. Perda auditiva: Exposição a ruído contínuo
  3. Silicose: Exposição a poeira de sílica na mineração

Além disso, nesses casos, NTEP (tabela de doenças ocupacionais) presume nexo causal.

Na prática, doença ocupacional listada em NTEP tem nexo causal presumido.

NTEP: tabela de doenças ocupacionais

NTEP = Nomenclatura Técnica para Fins de Seguro de Acidente do Trabalho. 

Além disso, é a tabela oficial de doenças ocupacionais reconhecidas como relacionadas ao trabalho. 

Por isso, se sua doença/sequela está listada, nexo causal é presumido automaticamente.

Na prática, se sua situação está em NTEP, ganhou metade da batalha.

Exemplos de doenças em NTEP

  • Eletricista: Choque elétrico = Parada cardíaca, queimadura
  • Pedreiro: Queda de altura = Traumatismo craniencefálico, fratura
  • Dentista: Movimentos repetitivos = Tenossinovite, síndrome do túnel do carpo
  • Trabalhador de fábrica: Exposição a barulho = Perda auditiva

Além disso, se sua profissão e doença estão ambas em NTEP, o nexo é presumido.

Na prática, pesquise se sua situação específica está em NTEP.

Conclusão

O nexo causal é elemento crucial para ganhar auxílio-acidente. 

Além disso, requer documentação cuidadosa: prova do acidente, laudo médico detalhado, exames complementares. 

Dessa forma, não deixe para depois – documente tudo quando acidente ocorre.

Se o INSS negou seu pedido argumentando falta de nexo causal, procure a Robson Gonçalves Advogados

Na prática, muitos casos são ganhos judicialmente quando nexo causal é bem documentado. 

Portanto, invista em documentação excelente desde o início.

Perguntas frequentes (FAQ)

P: O que é nexo causal exatamente? R: É a ligação direta entre acidente e sequela. Além disso, precisa provar que sequela foi causada pelo acidente, não por outra razão.

P: Preciso de NTEP para provar nexo causal? R: Não, NTEP ajuda (presume nexo), mas não é obrigatório. Além disso, você pode provar nexo causal mesmo fora de NTEP com laudo médico bom.

P: E se tenho doença pré-existente? R: Não impede auxílio-acidente. Além disso, se o acidente agravou a doença pré-existente, há nexo causal concausado. Portanto, você ainda tem direito.

P: Quanto tempo pode passar entre acidente e sequela? R: Pode variar. Além disso, se laudo médico explica cronologia, até anos depois é aceitável. Contudo, quanto mais próximo, mais claro.

P: Assistente técnico ajuda no nexo causal? R: Muito! Além disso, médico especialista independente pode escrever laudo muito convincente sobre nexo. Portanto, vale o investimento.

P: Se perícia do INSS nega nexo causal, perdi o caso? R: Não, você pode contestar judicialmente. Além disso, juiz considera seu assistente técnico e pode rejeitar laudo do INSS. Portanto, não desista.

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