10 Erros ao dar Entrada na Aposentadoria e como Resolver

Erros ao dar Entrada na Aposentadoria

Erros ao dar Entrada na Aposentadoria não são incomuns, pois pode parecer complexo para muitos beneficiários.

Afinal, estamos falando também do momento mais aguardado por aqueles que dedicaram mais da metade de suas vidas trabalhando!

No entanto, é essencial evitar cometer erros que possam resultar em benefícios abaixo do que você realmente merece ou em uma aposentadoria inadequada

Neste artigo, vou compartilhar com você os 10 erros ao dar entrada na aposentadoria, para que você possa evitar essas armadilhas e garantir um futuro financeiro mais seguro.

Sumário

10 Erros ao dar Entrada na Aposentadoria e como Resolver

#1 Erro – Pedir a Aposentadoria assim que completar os requisitos para se aposentar e Não Conhecer os Requisitos

A Reforma da Previdência trouxe 5 regras de cálculo, juntando as regras de transição e as regras permanentes.

O que pode complicar ainda mais essa situação é que ao considerar as aposentadorias diferenciadas para Pessoa com Deficiência e Aposentadoria Especial para trabalhadores em áreas insalubres e periculosas passam de 9 regras de cálculo.

Isso faz com que você fique confuso sem saber qual regra de cálculo escolher para se aposentar.

E é normal isso.

Mas o que poucos sabem é que o que diferencia uma regra de cálculo da outra é exatamente os cálculos.

Se aposentar antes, pode reduzir a Aposentadoria em valores significativos, veja esse exemplo de alguém que se aposentou pela primeira regra de cálculo possível:

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Portanto, uma vez que o problema reside no momento em que você pede a Aposentadoria assim que completar os requisitos, vem a dúvida, o que fazer:

Erros ao dar Entrada na Aposentadoria

Existem 3 saídas:

  1. Conversar com o servidor do INSS pedindo para que ele use o simulador do INSS e te avise quais as regras de cálculo que você pode se encaixar que são boas.
  1. Procurar um profissional especializado em Planejamento Previdenciário;
  1. E a menos indicada: aceitar o primeiro benefício.

Veja outro exemplo:

Pense em João que pode se aposentar em 04/05/2023 no valor de R$2.300,00 aceitando a regra de cálculo que tinha direito na época.

Ocorre que, João, caso esperasse mais dois anos, entraria na regra do Pedágio de 100%, momento em que completaria os requisitos.

E essa regra garante o salário no valor de 100% no Salário de Benefício, o que jogaria a Aposentadoria do João para quase R$4.000,00.

Te questiono, vale a pena esperar dois anos para receber R$1.700,00 a mais por todos os dias da sua vida? 

Acredito que sim.

Sem considerar a correção monetária das Aposentadorias que ocorrem todos os anos, João receberia em 20 anos, aceitando os R$2.300,00 o valor total de R$552.000,00.

Agora caso esperasse se aposentar pela regra do pedágio de 100% o valor de João recebido em 20 anos, ficaria em R$960.000,00.

Então vai da realidade de cada um, o importante é sempre realizar os cálculos para saber qual a melhor regra de cálculo no seu caso.

Às vezes, quando a diferença é pouca, vale a pena pedir o benefício, mas importante, apenas calculando para saber.

Da mesma maneira as regras de Aposentadoria, você só vai saber a melhor ao calcular e ter noção da diferença financeira entre os benefícios.

#2 Erro – Escolher a modalidade de Aposentadoria Errada

O erro nº2 tem completa relação com o anterior.

Escolher a modalidade de Aposentadoria errada pode fazer com que você demore a se aposentar e, além do mais, com que você sofra com o benefício em um valor inferior com o que realmente teria direito.

Isso acontece pelo seguinte motivo, hoje existem as seguintes modalidades de aposentadoria:

  • Aposentadoria por idade (usando as regras de transição da Reforma da Previdência da EC 103/2019);
  • Aposentadoria por tempo de contribuição (usando as regras de transição da Reforma da Previdência da EC 103/2019)
  • Aposentadoria Programada
  • Aposentadoria Rural
  •  Aposentadoria Híbrida (com tempo urbano e tempo rural)
  • Aposentadoria da Pessoa com Deficiência
  •  Aposentadoria Especial
  • Aposentadoria por Invalidez

Portanto, qual a melhor no seu caso?

Escolher a modalidade errada de Aposentadoria pode ser que dê para voltar atrás, mas, vai te custar tempo por ter que entrar com um pedido de Revisão de Aposentadoria.

#3 Erro – Não realizar um Planejamento

Se você a vida inteira contribuiu pagando somente salário mínimo ou algo próximo desse valor talvez não precise se preocupar com esse erro.

Digo talvez pelo fato de que se aconteceram pagamentos através da GPS (Guia da Previdência Social) ou como autônomo/empresário, talvez valha a pena investir em um planejamento previdenciário para analisar se todas as informações constantes no INSS estão corretas.

Agora se você:

  • Possui contribuições em valores significativos
  • Possui tempo de atividade insalubre ou periculosa
  • Foi ou é empresário
  • Pagou Guias de GPS
  • Possui tempo de trabalho como pessoa com deficiência
Erros ao dar Entrada na Aposentadoria

Então, sempre vale a pena investir tempo e dinheiro em um planejamento previdenciário com um especialista no assunto.

Isso acontece pelo seguinte motivo: são nesses casos em que existe a grande possibilidade de prejuízo para você ao pedir o benefício.

Seja por desatenção do INSS em não te informar o que precisa ser corrigido, seja apenas por não te orientar acerca da documentação necessária para ser apresentada.

Em um planejamento previdenciário o profissional vai te orientar acerca de cada ponto da sua vida, dando inclusive a data exata que você pode pedir a Aposentadoria com o valor de possível benefício.

#4 – Erro no recolhimento da Guia GPS

Guia da Previdência Social (GPS) é a forma pela qual autônomos e empresários fazem seus recolhimentos mensais ao INSS. 

O erro no recolhimento desta guia pode acarretar uma série de problemas, que vão desde o não reconhecimento do período de contribuição até a aplicação de multas e juros por atraso.

Como isso pode acontecer? 

Valor Incorreto: Recolhimentos abaixo ou acima do valor devido podem acarretar problemas futuros. 

Se o valor for inferior ao salário mínimo, o INSS pode não reconhecer aquele mês como uma contribuição válida.

Se o recolhimento for superior ao necessário, será preciso solicitar a restituição, processo que pode ser demorado e burocrático 

Código Errado: Existem diferentes códigos para recolhimento na GPS, dependendo da natureza da sua atividade e da categoria de contribuinte. Usar o código errado pode levar a não contagem desse período para a sua aposentadoria. 

Atraso no Pagamento: O recolhimento fora do prazo gera juros e multa, e pode ainda dificultar o reconhecimento daquele mês como tempo de contribuição.

#5 – Não Conferir o CNIS

O Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) é o documento que reúne todas as informações do trabalhador junto ao INSS.

Caso você queira se aprofundar, já temos um artigo completinho sobre como funciona o CNIS, basta clicar aqui.

Enfim, não conferir periodicamente o CNIS é um erro gravíssimo. Isso porque, muitas vezes, existem informações desatualizadas ou ausentes que podem prejudicar o cálculo da sua aposentadoria

É direito do trabalhador solicitar a correção de qualquer informação errada ou faltante no CNIS, veja o que pode acontecer:

Omissão de Períodos Trabalhados

Imagine que você trabalhou por dois anos em uma empresa na década de 90, mas esse período não consta no CNIS. Isso significa que esses dois anos não contariam para o cálculo da sua aposentadoria.

Salários faltantes

Se o CNIS mostra salários menores do que os que você realmente recebeu, o cálculo do seu benefício pode ser prejudicado, resultando em uma aposentadoria de valor menor.

A existência de indicadores

Existem indicadores bons e ruins, e os ruins fazem com que aquele período em que constar os indicadores mereça atenção.

Alguns casos aquele período não vai ser considerado como tempo de contribuição e os salários desconsiderados, o que faz com que a média do benefício caia.

#6 – Dados desatualizados

Manter seus dados atualizados junto ao INSS é essencial. 

Endereço, telefone, nome (em caso de casamento ou divórcio) e outros dados são fundamentais para uma boa comunicação com o órgão. 

Além disso, informações desatualizadas podem levar a interpretações erradas sobre sua situação, prejudicando sua aposentadoria.

Por exemplo, ao solicitar a Aposentadoria, você não atualizou o endereço junto ao INSS.

Ocorre que, o INSS ao analisar o seu pedido de benefício percebeu que documentos estavam faltando, por conta disso ele vai tentar entrar em contato com você.

Então essa é a importância de manter os seus dados pessoais atualizados junto ao INSS.

#7 – Não apresentar todos os documentos

Ao dar entrada na sua aposentadoria, é crucial apresentar toda a documentação exigida e mais aquelas que possam comprovar informações que estão desatualizadas ou ausentes no CNIS.

A falta de documentos pode resultar na negação do seu pedido ou prolongar desnecessariamente o tempo de análise.

Se deseja conhecer os documentos necessários para cada situação específica, clique aqui e saiba quais são os documentos necessários para dar entrada na aposentadoria.

#8 – Não Incluir Atividade Especial

Quando se fala em atividade especial, estamos tratando daqueles períodos trabalhados em que o funcionário esteve exposto a fatores nocivos à sua saúde ou integridade física. 

Essa característica do trabalho permite que haja uma contagem diferenciada no tempo de contribuição, proporcionando certas vantagens ao segurado.

Veja como diz a lei

Até a Reforma da Previdência, a legislação brasileira garantia uma contagem diferenciada para quem trabalhava exposto a ambientes nocivos (insalubridade ou periculosidade). 

Em resumo, um homem poderia acrescentar 4 meses a cada ano trabalhado em condição especial, enquanto a mulher poderia adicionar 2 meses, a depender do grau de nocividade do ambiente.

A boa notícia é: se você trabalhou sob condições insalubres ou periculosas antes da Reforma (13/11/2019), esse benefício ainda se aplica a você

Ou seja, você possui um direito adquirido e a conversão desse tempo é assegurada.

Exemplos comuns de atividades especiais:

  • Ruído
  • Agentes Químicos: A exposição a determinados químicos, seja em níveis acima do limite de tolerância ou simplesmente pela presença destes no ambiente de trabalho, pode caracterizar insalubridade. Substâncias como arsênico, chumbo, benzenos, hidrocarbonetos aromáticos, entre outros, são alguns exemplos. 
  • Agentes Biológicos: Trabalhadores que têm contato direto e contínuo com pacientes em isolamento, esgoto, lixo urbano, entre outros, estão expostos a agentes biológicos que podem ser prejudiciais à saúde.
  •  Atividades de Risco: Profissões como vigilantes, independentemente do uso de arma de fogo, e eletricistas com exposição a tensões acima de 250 volts, também são categorizadas como atividades especiais.

#9 – Não Incluir Adicionais de Tempo

Em meio ao labirinto que é pedir a aposentadoria, um dos pontos frequentemente desconsiderados por quem pede a aposentadoria são os adicionais de tempo.

Eles são pedaços da sua vida de trabalho que, somados, podem antecipar significativamente a tão sonhada aposentadoria.

Adicionais de tempo – também reconhecidos como períodos de contribuição especiais –  são diversas situações de trabalho ou de vida que, por lei, têm o direito de serem contabilizadas no cômputo geral do tempo de contribuição junto ao INSS. 

É comum que estes preciosos fragmentos temporais sejam negligenciados, mas o seu resgate pode ser um divisor de águas para garantir uma aposentadoria digna!

Veja alguns exemplos:

Tempo de Serviço Militar

Uma convocação para o serviço militar não apenas serve ao país, mas também ao seu tempo de contribuição. 

Documentos como o certificado de reservista e certidões emitidas pela junta militar autenticam este período como válido no cálculo da aposentadoria. 

Período em Regime Próprio

Períodos laborais sob regimes próprios, comprovados por certidões de tempo de contribuição emitidas pelo órgão competente, servem para pedir esse acréscimo de tempo na sua aposentadoria.

Trabalho Internacional

Vivências de trabalho além-fronteiras também contam para a Aposentadoria! 

Recorra ao formulário para acordos internacionais disponível no site da previdência e mantenha resguardados documentos que autenticam a atividade no exterior, como contratos, holerites e registros de empregado. 

Contribuição como Empregado Não Registrado

O exercício de um emprego sem registro em carteira pode ser resolvido e legitimamente contado como tempo de contribuição, através de documentos como contratos de trabalho, termos de rescisão contratual, e até mesmo comprovação de recebimento de FGTS.

Trabalho Rural

O batismo nas lavouras, a vida no campo, é outro elemento que adensa o seu tempo de contribuição. 

Diversos documentos, como contrato de arrendamento, declaração do sindicato dos trabalhadores rurais, registro de imóvel rural, comprovantes do Incra, e certidões que atestem a profissão rural sua ou de seus pais, são caminhos para validar esses períodos. 

#10 – Confiar cegamente no INSS

A aposentadoria é um dos momentos mais esperados por muita gente. 

É a hora que a gente pensa: “Ufa, agora vou descansar um pouquinho depois de tanto tempo trabalhando!”. 

Mas pra chegar lá de boas, a gente precisa ficar ligado em algumas coisinhas. 

E uma delas é justamente o erro número 10 que a gente vai conversar agora: colocar muita fé no INSS sem checar as coisas por conta própria.

O INSS, tem muita coisa pra fazer, muita gente pra atender e, por isso, às vezes, pode acontecer de alguma informação passar batido ou um cálculo ser feito de um jeito que não conta toda a história do seu tempo de trabalho. 

Então, fica a dica: não dá pra confiar 100% e achar que vai dar tudo certo. Se jogar nas coisas sem olhar pode ser meio arriscado

E quando a gente fala da nossa aposentadoria, que é super importante, a gente não quer correr riscos, né?

Olho Vivo no Seu Tempo de Trabalho

A primeira coisa que a gente pode fazer pra não cair nesse erro é ficar de olho em quanto tempo a gente já trabalhou. 

Pegue todos os seus papéis, aquelas folhas que mostram que você trabalhou em tal lugar, e some tudo. 

A gente precisa saber se o INSS tá somando tudo certinho. 

Às vezes, um tempinho aqui e outro ali que eles esquecem de contar pode fazer uma grande diferença pra gente. 

Checar os Valores

Outro ponto é ver se os valores que a gente contribuiu estão todos lá, direitinhos. 

Às vezes, pode acontecer de um mês ou outro não aparecer no sistema deles, e a gente precisa mostrar os comprovantes pra provar que pagamos. 

Não Tenha Medo de Perguntar

Se você não entendeu alguma coisa ou tá na dúvida, pergunte. 

Às vezes, a gente fica com vergonha ou acha que é chato perguntar de novo. Mas lembre-se: é o seu futuro que tá ali

Então, pergunte quantas vezes for preciso até você entender direitinho como as coisas vão funcionar. 

Converse com Quem Entende do Assunto

Pode ser muito útil falar com um Advogado Especializado em Benefícios do INSS, alguém que entende desses papéis todos e dessas contas. 

Um profissional especializado em INSS pode te ajudar a entender todos os passos a serem realizados para que você não fique com um prejuízo a vida inteira.

Afinal, aposentar errado dá trabalho e em muitas vezes é algo irreversível fazendo com que você receba um benefício errado a vida inteira.

Cometi erros ao dar entrada na aposentadoria, e agora?

Cuidar da nossa aposentadoria é um negócio sério, né? 

A gente viu que tem vários erros que podem atrapalhar se a gente não ficar ligado. 

Desde guardar papelada até manter o cadastro certinho no INSS, tudo conta para a gente se aposentar sem dor de cabeça! 

Entender essas coisas todas nem sempre é fácil, mas é super necessário para garantir um descanso merecido lá na frente.

E olha, se ficar complicado, nada de stress! Conversar com um advogado que entende tudo de INSS pode ser o caminho. 

Ele pode te ajudar a entender esses pontos todos e garantir que você não vai perder nada nesse processo. 

Por isso, não deixe para amanhã, é a sua aposentadoria.

Aliás, se pintar dúvida ou precisar de ajuda, estamos aqui!

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