CID M47: espondilose dá direito a benefício do INSS? Quais recebe?

CID M47: espondilose dá direito a benefício do INSS? Quais recebe?

Se você recebeu um laudo com CID M47 e está se perguntando: CID M47: espondilose dá direito a benefício do INSS? Quais eu posso receber?

Saiba que essa dúvida é muito comum entre segurados que sofrem com dor na coluna e limitações no dia a dia.

Além disso, viver com espondilose não é “frescura” nem simples “coisa da idade”.

Quando a doença evolui, a dor e a rigidez na coluna podem atrapalhar o trabalho, as tarefas em casa e até comprometer a renda da família.

Por outro lado, muita gente com esse diagnóstico não sabe se tem direito a auxílio-doença, auxílio-acidente, aposentadoria por invalidez ou até aposentadoria da pessoa com deficiência (PCD), e acaba aceitando a negativa do INSS sem questionar.

Neste guia, eu vou explicar, como o INSS costuma analisar casos de CID M47, quais são os benefícios possíveis, o que realmente pesa na perícia médica e em quais situações vale buscar ajuda na Justiça.

Sumário

O que é a CID M47 (espondilose)

Antes de falar de benefício, é importante entender a doença.

A CID M47 é o código usado pela Classificação Internacional de Doenças para a espondilose, também chamada em muitos laudos de espondiloartrose ou espondilodiscoartrose.

Em termos simples, é um desgaste das articulações da coluna, que pode atingir região cervical, torácica ou lombar.

Geralmente, esse desgaste tem relação com:

  • idade;
  • esforço físico repetitivo;
  • carregar peso;
  • obesidade;
  • má postura;
  • trabalhos em posição forçada ou com muita vibração (por exemplo, máquinas, caminhões).

Além disso, o médico pode usar subcategorias da M47 para detalhar se há comprometimento de raízes nervosas, se é lombar, cervical, torácica e assim por diante.

Por fim, é comum aparecerem outros CIDs junto da M47, como:

  • M51 (transtornos de discos intervertebrais);
  • M54 (lombalgia, dor cervical etc).

Isso não muda, por si só, o direito ao benefício, mas ajuda a mostrar que o quadro é mais complexo.

espondilose dá direito a benefício do INSS

Sintomas da espondilose e impacto no dia a dia

Em regra, quem tem CID M47 convive com dor.

Essa dor pode ser leve em alguns períodos, mas também pode se tornar forte e incapacitante.

Entre os sintomas mais comuns estão:

  • dor na coluna, que piora com esforço ou movimentos;
  • rigidez, principalmente ao acordar ou ficar muito tempo na mesma posição;
  • sensação de peso nas costas;
  • limitação de movimentos, como dificuldade para abaixar, virar o pescoço ou erguer os braços;
  • em casos mais graves, formigamento, queimação ou perda de força em braços ou pernas, quando há compressão de nervos.

Na prática, isso se traduz em dificuldade para:

  • varrer, esfregar, subir escadas, carregar peso;
  • dirigir por muito tempo;
  • permanecer sentado várias horas em frente ao computador;
  • dormir bem, o que piora ainda mais o cansaço no trabalho.

Portanto, sempre que esses sintomas começarem a atrapalhar o exercício da profissão, é fundamental procurar um médico (ortopedista, reumatologista ou neurologista) e registrar tudo em prontuário e exames.

Limitações no trabalho em quem tem CID M47

Agora, vamos aproximar o problema da realidade do leitor.

A mesma doença pode limitar de forma diferente pessoas com profissões distintas.

Veja alguns exemplos práticos:

  • Auxiliar de serviços gerais, faxineira, pedreiro: a espondilose costuma prejudicar muito, pois há esforço físico intenso, posições forçadas e levantamento de peso.
  • Trabalhador de indústria, produção, linha de montagem: há esforço repetitivo e, muitas vezes, trabalho em pé o dia todo.
  • Motorista (ônibus, caminhão, aplicativo): ficar sentado por horas, com vibração e impactos, piora bastante a dor lombar.
  • Atendente de caixa, recepcionista, escritório: aqui o problema é ficar muito tempo sentado ou em postura inadequada, além do estresse.

Por isso, o laudo médico voltado ao INSS precisa ser bem detalhado.

Não basta constar “CID M47” e “dor lombar”. 

É essencial descrever:

  • limitações de movimento;
  • dificuldade para ficar em pé, sentado, andando;
  • peso máximo que a pessoa consegue carregar;
  • se precisa alternar posições, fazer pausas, usar medicações fortes.

Em resumo, o INSS quer saber se, com aquele quadro, o segurado ainda consegue trabalhar na função atual ou em outra atividade compatível.

Benefícios possíveis no INSS para quem tem CID M47

Aqui está o ponto-chave: não existe benefício “para CID M47”. O que gera direito é a incapacidade para o trabalho, e não o nome do CID.

Dito isso, a espondilose pode abrir caminho para diferentes benefícios, dependendo da gravidade, da profissão, da idade e da história de contribuições.

Os principais são:

  1. Auxílio-doença (auxílio por incapacidade temporária)
  2. Auxílio-acidente, quando há sequela permanente e redução da capacidade de trabalho.
  3. Aposentadoria por invalidez (aposentadoria por incapacidade permanente)
  4. Aposentadoria da pessoa com deficiência (PCD), nos casos em que a limitação for duradoura e enquadrada como deficiência.

Além disso, em situações de maior vulnerabilidade econômica, quando a pessoa não consegue contribuir ou nunca contribuiu, pode entrar em cena o BPC/LOAS, que é um benefício assistencial, sem exigência de contribuição, mas com análise de renda familiar e de deficiência/incapacidade.

Auxílio-doença (auxílio por incapacidade temporária) para CID M47

O nome oficial atual é auxílio por incapacidade temporária, mas muitos ainda chamam de auxílio-doença.

Ele é devido ao segurado que, cumprida a carência de 12 contribuições (salvo exceções), fica incapacitado para o seu trabalho ou atividade habitual por mais de 15 dias consecutivos,.

O valor do benefício corresponde a 91% do salário de benefício, com algumas regras específicas de cálculo e um limite pela média dos 12 últimos salários de contribuição.

Requisitos básicos para quem tem CID M47

De forma prática, quem tem espondilose precisa preencher três pontos:

  1. Qualidade de segurado: estar contribuindo ou dentro do período de graça.
  2. Carência de 12 contribuições mensais, salvo em caso de acidente de qualquer natureza ou algumas situações especiais.
  3. Incapacidade temporária para o trabalho habitual, comprovada em perícia médica do INSS.

Portanto, não basta ter laudos e queixas de dor.

É preciso demonstrar, com documentos, que aquela dor impede o exercício da profissão por um período.

Como o perito avalia a espondilose

Na perícia, o médico do INSS costuma analisar:

  • exames de imagem (raio-X, ressonância, tomografia);
  • laudos de especialistas;
  • relatos sobre a rotina de trabalho;
  • uso de medicamentos (anti-inflamatórios, analgésicos, opioides, injeções);
  • tentativas de tratamento: fisioterapia, RPG, infiltrações.

Além disso, o perito examina movimentos da coluna, força em membros, reflexos e possíveis sinais neurológicos.

Em muitos casos de CID M47, a incapacidade é temporária, especialmente em períodos de crise.

Nessas situações, o INSS concede o auxílio por incapacidade temporária, geralmente com alta programada, ou seja, com data de término já definida.

Prorrogação e conversão em aposentadoria

Se, perto do fim do benefício, a pessoa ainda estiver incapaz, é possível pedir prorrogação pelo Meu INSS.

Em quadros mais graves, quando a incapacidade deixa de ser temporária e não há perspectiva de reabilitação para outra atividade, o auxílio pode ser convertido em aposentadoria por incapacidade permanente.

Acidente de trabalho e CID M47

Em muitos casos, a espondilose é considerada doença degenerativa.
Mesmo assim, ela pode se relacionar ao trabalho de três formas:

  1. Acidente típico: por exemplo, queda de altura com trauma na coluna.
  2. Doença ocupacional: quando a própria atividade causa a doença, como trabalho com peso excessivo e vibração intensa.
  3. Concausa: quando o trabalho agrava uma doença já existente.

Nessas situações, a empresa pode emitir a CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho).

Isso é muito importante, porque o benefício passa a ser acidentário (B91), com algumas vantagens:

  • dispensa de carência em caso de acidente de trabalho;
  • estabilidade de 12 meses no emprego após o retorno;
  • depósito de FGTS durante o afastamento;
  • possibilidade de gerar auxílio-acidente depois, se ficar sequela.

Portanto, se a sua dor de coluna piorou claramente em razão do trabalho e há nexo com a atividade, vale conversar com um advogado sobre o enquadramento como doença ocupacional ou concausa.

Auxílio-acidente em casos de espondilose (CID M47)

O auxílio-acidente é pouco conhecido, mas muito importante em problemas de coluna.

Ele é um benefício indenizatório, pago quando, após consolidação de um acidente ou doença ocupacional, restam sequelas permanentes que reduzem a capacidade para o trabalho habitual, mesmo que a pessoa continue trabalhando.

Em termos práticos, o que importa é:

  • houve acidente de trabalho ou doença relacionada ao trabalho;
  • ficaram sequelas permanentes;
  • essas sequelas diminuem a capacidade de trabalho.

O valor do auxílio-acidente é, em regra, de 50% do salário de benefício, e o benefício é pago até a aposentadoria.

No contexto da espondilose, isso pode ocorrer, por exemplo, quando:

  • o trabalhador sofre um acidente de trabalho que agrava muito a coluna;
  • depois de tratamento, ele volta a trabalhar, mas apenas em função mais leve, com restrições e menor produtividade;
  • mesmo assim, não há incapacidade total para aposentadoria.

Nessa hipótese, é possível discutir o direito ao auxílio-acidente, especialmente se houve benefício por incapacidade temporária acidentário antes.

Aposentadoria por invalidez (aposentadoria por incapacidade permanente) para quem tem CID M47

A aposentadoria por invalidez, hoje chamada de aposentadoria por incapacidade permanente, é um passo além do auxílio-doença.

Aqui, não se trata mais de incapacidade temporária para o trabalho habitual.

É preciso demonstrar que o segurado está total e permanentemente incapaz para qualquer atividade que lhe garanta subsistência, e que não há possibilidade real de reabilitação profissional.

Na prática, o perito e o juiz (se for o caso) analisam, além da doença:

  • idade do segurado;
  • grau de escolaridade;
  • histórico profissional;
  • possibilidade de reaproveitamento em função mais leve;
  • acesso a tratamento e reabilitação.

Por exemplo, um trabalhador braçal de 60 anos, com ensino fundamental incompleto, várias cirurgias de coluna, dores crônicas, uso contínuo de medicamentos fortes e laudos indicando limitações severas, pode ter reconhecida a incapacidade permanente, mesmo com CID M47.

Cálculo da aposentadoria por incapacidade permanente

Depois da Reforma da Previdência, a regra geral para aposentadoria por incapacidade permanente previdenciária é:

  • 60% da média de todos os salários de contribuição desde 07/1994,
  • mais 2% para cada ano que ultrapassar 20 anos de contribuição, se homem, ou 15 anos, se mulher.

Já a aposentadoria por incapacidade permanente decorrente de acidente de trabalho tem regra mais vantajosa: em muitos casos, o coeficiente é de 100% do salário de benefício.

Por isso, o enquadramento como doença ocupacional ou acidentária faz diferença também no valor.

Não é raro o INSS negar a aposentadoria e conceder apenas auxílio-doença, mesmo em quadros graves de espondilose.

Nessas situações, a discussão muitas vezes vai parar na Justiça, que pode determinar nova perícia e reavaliar o caso.

Aposentadoria da pessoa com deficiência (PCD) em casos de espondilose

Muita gente confunde doença com deficiência.

A Lei Complementar 142/2013 criou regras especiais de aposentadoria para a pessoa com deficiência no Regime Geral de Previdência Social.

Aqui, não se exige incapacidade total.

O foco é a limitação de longo prazo, de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, que, em interação com barreiras, possa obstruir a participação plena e efetiva da pessoa na sociedade, em igualdade de condições com as demais.

Quando a espondilose causa limitações graves e duradouras, como dificuldade importante de locomoção, necessidade de uso constante de órteses, muletas ou cadeiras de rodas, pode haver enquadramento como deficiência física.

Pelo INSS, existem duas formas principais:

  1. Aposentadoria por tempo de contribuição da pessoa com deficiência
    • Exige tempo de contribuição reduzido, conforme o grau da deficiência (leve, moderada ou grave).
  2. Aposentadoria por idade da pessoa com deficiência
    • Exige idade menor que a aposentadoria comum, além de 15 anos de contribuição na condição de PCD.

A avaliação do grau de deficiência é feita por equipe multiprofissional e interdisciplinar do INSS, em perícia biopsicossocial.

Na prática, isso significa que:

  • quem tem espondilose moderada, com limitação funcional importante, pode ter direito a se aposentar com menos tempo de contribuição que uma pessoa sem deficiência;
  • não precisa estar “totalmente incapaz” para todo trabalho, como na aposentadoria por invalidez.

Por isso, em alguns casos de CID M47 mais grave e duradoura, vale estudar tanto a aposentadoria por incapacidade permanente quanto a aposentadoria da pessoa com deficiência.

A escolha pode influenciar o tempo para se aposentar e o valor final do benefício.

Passo a passo para pedir benefício no INSS com CID M47

Para organizar melhor, veja um roteiro básico.

1. Organize a documentação médica

Antes de tudo, é essencial reunir:

  • laudos de ortopedista, reumatologista ou neurologista;
  • exames de imagem recentes;
  • receitas de medicamentos;
  • relatórios de fisioterapia ou outros tratamentos;
  • atestados que descrevam limitações funcionais.

Quanto mais detalhado o laudo, maior a chance do perito entender a gravidade da espondilose.

2. Verifique sua situação previdenciária

Em seguida, confira no Meu INSS:

  • se você está contribuindo;
  • se não perdeu a qualidade de segurado;
  • se tem, em regra, pelo menos 12 contribuições (para benefícios que exigem carência).

Se houver dúvida sobre períodos em aberto, contribuições em atraso ou vínculos não reconhecidos, é muito importante pedir orientação de um advogado previdenciário.

3. Faça o pedido no Meu INSS

Depois disso, com documentos em mãos, faça o requerimento:

  • Auxílio por incapacidade temporária;
  • Aposentadoria por incapacidade permanente;
  • Aposentadoria da pessoa com deficiência.

O agendamento é feito pelo site ou aplicativo do Meu INSS, escolhendo o serviço adequado.

4. Prepare-se para a perícia

No dia da perícia:

  • chegue com antecedência;
  • leve todos os exames e laudos, separados de forma organizada;
  • explique ao perito, de forma sincera e objetiva, como a dor e as limitações afetam o trabalho e as atividades diárias.

Evite frases genéricas como “sinto dor o tempo todo”.
Em vez disso, descreva situações concretas, por exemplo:

“Não consigo mais abaixar para pegar caixas no chão.”
“Se fico duas horas sentado, preciso levantar porque a dor piora.”

Isso ajuda o perito a visualizar a limitação funcional.

Se o INSS negar, você pode:

  • pedir prorrogação ou reconsideração, quando for auxílio por incapacidade temporária;
  • interpor recurso administrativo;
  • ingressar com ação judicial, quando houver elementos técnicos para contestar a decisão.

Na esfera judicial, é possível conseguir nova perícia com especialista, o que faz muita diferença em casos de espondilose.

Conclusão

Como você viu, a CID M47, por si só, não gera benefício automático.

Entretanto, quando a espondilose traz limitações importantes, ela pode sim abrir caminho para auxílio-doença, auxílio-acidente, aposentadoria por invalidez ou até aposentadoria da pessoa com deficiência.

Na prática, tudo gira em torno de três pontos:

  1. Qualidade de segurado e carência bem comprovadas.
  2. Documentos médicos sólidos, que descrevam a incapacidade de forma detalhada.
  3. Estratégia correta na escolha do benefício e na forma de apresentar o caso ao INSS e, se necessário, à Justiça.

Por isso, contar com acompanhamento especializado desde o início evita muitos erros comuns, como:

  • pedir o benefício errado;
  • entrar com o pedido sem ter documentos suficientes;
  • deixar passar prazos importantes;
  • aceitar uma negativa injusta do INSS.

Aqui no Robson Gonçalves Advogados, nossa equipe atua diariamente com casos de doenças de coluna, espondilose, espondiloartrose e outras patologias da coluna vertebral.
Nós fazemos:

  • análise completa do histórico de contribuições e vínculos;
  • leitura técnica de laudos, exames e prontuários;
  • planejamento do melhor benefício para o seu caso;
  • protocolo de pedidos no Meu INSS, acompanhamento de perícias e orientações ao segurado;
  • recursos administrativos e ações judiciais, quando o INSS erra na análise.

Se você tem CID M47, sente que não consegue mais trabalhar como antes e precisa entender se tem direito a benefício, entre em contato com o Robson Gonçalves Advogados para uma análise do seu caso.

Nossa equipe pode acompanhar você em todas as etapas, do primeiro pedido administrativo até a Justiça, se for necessário.

Perguntas frequentes sobre CID M47 e INSS

CID M47 dá aposentadoria automática?

Não.
Nenhum CID, por si só, garante aposentadoria automática.

O que o INSS analisa é se a doença gera incapacidade para o trabalho, temporária ou permanente, e se você preencheu os requisitos de contribuição e qualidade de segurado.

Quem tem espondilose sempre consegue auxílio-doença?

Também não.

Muita gente com espondilose continua trabalhando normalmente, ainda que com algum desconforto.

O auxílio por incapacidade temporária só é concedido quando a dor e a limitação são tão intensas que impedem o exercício da atividade habitual por mais de 15 dias, com comprovação em laudo e perícia.

Qual a diferença entre auxílio-doença e auxílio-acidente nos problemas de coluna?

O auxílio por incapacidade temporária (auxílio-doença) é pago enquanto você está temporariamente incapaz para o trabalho.

Já o auxílio-acidente é pago depois que a situação se estabiliza, quando ficam sequelas permanentes que reduzem a sua capacidade de trabalho, mas não impedem totalmente de trabalhar, geralmente após acidente ou doença ocupacional.

É possível trabalhar registrado e receber auxílio-acidente por M47?

Sim.

O auxílio-acidente é um benefício indenizatório, que pode ser acumulado com salário, pois ele indeniza a redução da capacidade, e não substitui o salário por incapacidade total.

Por outro lado, não é permitido trabalhar e receber, ao mesmo tempo, auxílio por incapacidade temporária ou aposentadoria por incapacidade permanente.

Espondilose pode gerar aposentadoria PCD mesmo sem estar totalmente inválido?

Pode.

Se a espondilose causar limitações significativas e duradouras, com barreiras para a participação plena na sociedade, é possível enquadrar como deficiência e buscar aposentadoria da pessoa com deficiência, com tempo de contribuição ou idade reduzidos.

Tudo vai depender da avaliação biopsicossocial feita pelo INSS e dos documentos que comprovam a gravidade da limitação.

Robson Gonçalves

Robson Gonçalves é sócio fundador do escritório Robson Advogados. Atua desde 2019 e dedica a sua advocacia no Direito Previdenciário em processos contra o INSS. OAB/MG 191.612

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